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Dia das Mães

Escrito por Enio Resende em segunda-feira, 4 maio 2009Sem comentarios

maeEis uma boa maneira de homenagear as mães em seu dia: falar de suas competências.

Em diversos livros e artigos tenho me dedicado a falar da importância do fator competência para o bom desempenho das pessoas em suas atividades profissionais e sociais. Estou me sentindo como lidando com uma tarefa diferente e muito especial. Porque mãe é uma entidade diferente, especial, na sociedade.

Vamos lá. O ser humano não nasce competente. Nasce com propensão sê-lo. Se não desenvolvermos conhecimentos, habilidades e aptidões, poderemos ter mais frustrações do que êxitos, poderemos ter mais fracassos do que sucessos na vida.

Os lugares mais apropriados para se desenvolver competências é na escola e no trabalho. Algumas circunstâncias de vida nos obrigam, entretanto, a desenvolver e aplicar conhecimentos, mesmo independente de irmos a escola ou de termos trabalho profissional; mesmo independente, também, de fazer cursos de aperfeiçoamento e de especialização. Ser mãe é uma delas.

O Criador decidiu que as pessoas do sexo feminino seriam responsáveis por gerar filhos, mas deu-lhes alguns atributos especiais para poderem desempenhar bem a função biológica e o importante papel social de ser mãe.

Estamos acostumados a falar das virtudes das mães, e também a ver pessoas muito inspiradas a falar e escrever verdadeiras poesias enaltecendo essa figura sobre cujas virtudes existe inquestionável unanimidade.

Não estamos acostumados, porém, a chamar essas virtudes de competências. Nem de mostrar a quantidade de competências que as mães colocam em prática no pleno exercício de suas capacidades. Assim de pronto, afirmo que, regra geral, as mães colocam em prática algumas dezenas de conhecimentos e habilidades.

Tenho sugerido que, para caracterizar bem atitudes como competências, devemos colocar antes dos termos, ou pelo menos subentender, a expressão “saber”. Exemplos: saber criticar atitudes, saber explicar com clareza, saber dirigir com segurança.

Vejamos, pois, objetivamente, as muitas competências e habilidades aplicadas pelas mães em sua nobre função humana e social. Vejamos quantos componentes estão incluídos no que chamamos de “amor maternal”, ou “sabedoria prática” das mães.

Primeiro grupo, mais ligado a aplicação de conhecimentos: saber perceber quando a criança está com fome, está com algum incômodo, ou com algum sofrimento. Saber alimentá-la corretamente; saber cuidar da higiene da criança; saber agasalhá-la; saber adotar medidas preventivas; saber administrar recursos adequadamente e economicamente; ter competência multidisciplinar, ou seja, lidar com diferentes situações, realizar tarefas variadas.

Segundo grupo, mais ligado a aplicação de habilidades: ser atenta, ser carinhosa no trato e cuidado com as crianças; iniciativa para resolver problemas surgidos (que não são poucos), saber controlar suas emoções em momentos de sofrimento ou raiva; habilidade para impor respeito; saber entender suas manifestações enquanto não sabe falar; demonstrar empatia diante dos sofrimentos e das inquietudes da criança; resistência para lidar com o sofrimento; saber ser imparcial; feeling para perceber situações; criatividade para resolver problemas práticos nos cuidados, na alimentação, nas doenças, etc.; delicadeza nos gestos para com os filhos; e muitas outras.

Outros tipos de competências maternas que merecem destaque pelos seus impactos de longo prazo: saber não causar medos e inseguranças na criança (que prejudicarão sua vida quando adulto); saber ser paciente e persistente no lidar com as dificuldades de criação dos filhos; saber entender suas diferentes manifestações nas diferentes fases de vida; saber lidar com as diferenças individuais quando se trata de vários filhos; como desdobramento desta última, saber administrar conflitos; fé e força interior;

Temos aí uma relação parcial de mais de 20 competências e habilidades mais amplas e de maior significado. Poderíamos chegar ao dobro se nos dispuséssemos a detalhar atitudes e sentimentos maternos que poderiam ser considerados competências.

Eis aí, portanto, uma nova e interessante maneira de mostrar o valor dessa figura universalmente reconhecida como das mais importantes para a vida e para a organização familiar e social.

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