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Inovar para sair da crise

Escrito por Mauricio Colella em quarta-feira, 22 julho 2009Sem comentarios

inovacaoMuito se fala num RH estratégico, alinhado e participante da gestão do negócio, atuante no sentido de uma efetiva contribuição para o alcance dos resultados organizacionais. Surge uma nova oportunidade para isto no momento em que as empresas buscam sair rapidamente de mais uma crise conjuntural.

Para sair da crise econômica, as estratégias adotadas pelas empresas apontam para uma necessidade imperiosa: inovar. Está muito evidente que o mundo passa por rápidas e amplas mudanças que, direta e indiretamente, afetam as empresas. Mudanças tecnológicas, mudanças organizacionais, mudanças nas estratégias, nos comportamentos de empregados e de clientes. Portanto, inovar é preciso.

Relativamente a isto, interessante panorama é caracterizado por pesquisa realizada pela revista Exame em parceria com a consultoria Strategos, de Gary Hamel (edição de 1º/07/2009), com 153 companhias brasileiras. Dentre outras tendências, a referida pesquisa aponta que 92% das empresas da amostra acreditam que a inovação é a melhor saída para a crise e, sendo assim, mantiveram ou até aumentaram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para 2009.

Como diferencial em relação a momentos anteriores, foi apontado que as empresas estão muito mais criteriosas em relação aos gastos envolvidos e apostando prioritariamente em projetos com retorno rápido. Contingências da nova realidade.

As empresas estão percebendo inclusive que é preciso inovar na inovação. Ou seja, é preciso criar novas formas e alternativas de solução, envolvendo logística, diversificação de produtos, e até mesmo repensam o próprio modelo de negócio, intenção manifestada por 21% das empresas pesquisadas.

Outra demonstração dessa nova postura das empresas é que 95% delas já adotam a estratégia de procurar apoio de clientes, fornecedores e centros de pesquisa para mapear oportunidades e desenvolver projetos. E 20% apontam a necessidade do envolvimento dos funcionários. Aumento da consciência da importância do fator humano.

Com base nas tendências identificadas para estes tempos de retomada, os RH´s certamente têm sua contribuição a dar. Por exemplo, com o levantamento e definição das competências favorecedoras à inovação nos diversos processos; mapeamento das competências existentes, identificação daquelas a serem incorporadas, buscando ajuda externa se necessário.

Para esse cenário, além das competências técnicas, cabe a área de R.H. desenvolver e aplicar também as competências estratégicas na organização. Tais como: visão de negócios, identificação de oportunidades, capacidade empreendedora, gestão de projetos, gestão de equipes multidisciplinares, criação de ambientes favoráveis, desenvolvimento de parcerias e, de modo especial, desenvolvimento de cultura e instrumentalização gerencial para que a empresa possa efetivar-se como adaptada aos tempos de Gestão de Competências.

Para tanto, de forma a ajudar a empresa a enfrentar os novos desafios, a área de R.H., de seu lado, também, precisa fazer o mesmo. Inovar na inovação. Criar alternativas flexíveis e adaptativas de aplicação de suas ferramentas.

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