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Pais paternalistas e Pais competentes

Escrito por Enio Resende em sexta-feira, 7 agosto 2009Sem comentarios

paiJá escrevemos, neste site, artigos sobre as mães, sobre as nutricionistas, sobre o Ronaldo chamado fenômeno, até sobre as competências de cães e gatos. E não poderíamos deixar de falar sobre os pais, que têm o seu dia comemorado neste segundo domingo de agosto.

Deixemos de lado a motivação comercial que sempre esquenta as comemorações dos dias das mães, das crianças, dos namorados, dos pais, e aproveitemos a oportunidade para destacar aspectos importantes e significativos da figura do Pai. Especialmente da evolução de atitude/comportamento que se observa entre as gerações de Pais.

Vamos entender, inicialmente, o significado da expressão aparentemente redundante Pai paternalista que está sendo usada aqui. Paternalista significa uma forma de comportamento mais típica dos Pais da geração baby boomer – assim chamados os nascidos entre 1946 e 1964. Ou seja, pessoas com mais de 44/45 anos de idade. A geração seguinte – numa faixa com duração em torno de 30 anos – está sendo chamada de “geração x”. E os jovens adolescentes e crianças já são consideradas pertencentes a outra geração.

Mas o que caracteriza o Pai paternalista ? De uma maneira bem simplificada significa mostrar autoridade de forma um tanto forte, às vezes brava, como atitude para impor respeito, e compensar os filhos obedientes com agrados, presentes. Há uma sugestão de troca nesse comportamento paternalista.

É interessante observar que os gerentes e chefes nas empresas, não devidamente treinados em competências de liderança, agem da mesma forma paternalista. Porque os Pais se repetem nas figuras de gerente, supervisor ou chefe (denominação mais genérica).

E esse comportamento é chamado nas empresas de gerência, chefia ou liderança paternalista. Porque o tratamento dado aos subordinados é semelhante àquele dado aos filhos. E os gestores que não são casados e/ou não têm filhos acabam por imitar os que têm.

Os Pais da nova geração tendem a ser mais competentes e menos paternalistas. Em primeiro lugar, porque possuem características de comportamento diferentes dos Pais baby boomers. Características essas que os levam a ser menos machistas e menos preconceituosos. Inclusive dividindo papéis domésticos com as esposas. Em segundo lugar, porque são melhores informados e mais estimulados a aperfeiçoarem-se em seus papéis de Pais.

Dado muito positivo é que está havendo uma rápida evolução na mentalidade e comportamento das novas gerações de Pais – certamente que nas camadas sociais e regiões com melhor condição de serem educadas, de serem esclarecidas.

Assim como nas empresas os gerentes e supervisores estão se aperfeiçoando – e encontrando ambientes facilitadores – para serem mais profissionais, mais competentes (menos paternalistas), os novos pais estão recebendo melhores orientações para cuidarem melhor de seus lares, inclusive com mais consciente definição de papéis e responsabilidades entre homem e mulher, Pai e Mãe.

No dia comemorativo dos Pais, não só vamos parabenizá-los formalmente em função de um calendário. Vamos aproveitar a data também para comemorar a evolução que está havendo na sua mentalidade e comportamento. Pena que está diminuindo o número de casamentos e a decisão de ter filhos. Pelo menos do ponto de vista de pessoas da geração baby boomer, que tinham melhores condições de ter e cuidar dos filhos, ainda que de forma mais paternalista.

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