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A ainda pouco valorizada EMPATIA

Escrito por Enio Resende em terça-feira, 1 setembro 2009Sem comentarios

EmpatiaPrimas de primeiro grau – digamos assim – a simpatia goza de maior prestígio do que a empatia, na sociedade. Ou seja, a maioria das pessoas sabe o que significa simpatia, mas uma minoria conhece o significado de empatia, como mostram as evidências. Uma explicação provável é que a simpatia é uma manifestação mais explícita, mais fácil de perceber e de entender.

É também quantitativamente maior as manifestações de simpatia. Nós o fazemos em relação a muitas pessoas com as quais convivemos mais rápida e superficialmente: colegas de trabalho, colegas de escola, vizinhos, garçons, balconistas da padaria,  fornecedores domésticos, etc. O efeito oposto, a antipatia, é também superficial, porque se julga os outros em relações também superficiais.

De qualquer forma, a simpatia sempre terá a sua importância nas relações sociais. Até porque, durante toda nossa vida, teremos relacionamentos com pessoas onde quer que estejamos atuando, participando de alguma atividade ou evento.

Mas o objetivo deste artigo é falar da empatia, manifestação mais profunda e significativa no relacionamento entre pessoas. Enquanto é a simpatia que prevalece no primeiro instante das relações humanas, é por efeito da empatia que as relações culminam em amizade e amor, e se sustentam.

A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro – que pode ser parente, amigo, namorado, subordinado, aluno, cliente freqüente, etc – para entender melhor suas preocupações, dúvidas, sofrimentos, necessidades. E, por conseqüência, oferecer-lhe  apoio, estímulo, sugestões, ou mesmo consolo.

Pessoas empáticas possuem melhor condição de serem compreensivas, de saberem avaliar os motivos dos outros e de serem mais confiáveis, melhor aceitas e respeitadas. E isto as ajudará a se tornarem mais competentes nas suas funções de líder, de sócio, de professor, de médico, de enfermeiro, bem como nos papéis de pai, de amigo, de marido ou mulher, de conselheiro, etc.

Pessoas empáticas se esforçam por entender o outro, mas respeitando seu sentimento, seu interesse, sua individualidade. Colocam-se à disposição – sinceramente – para ajudar, sem pensar em tirar proveito da situação.

Enquanto a simpatia poderia ser considerada – utilizando uma expressão moderna – uma atitude politicamente correta, a empatia poderia ser considerada uma atitude humana e socialmente desejável. Importante para evolução das interações humanas e sociais mais significativas.

E parece ser correto pensar que quem desenvolve a empatia resulta naturalmente pessoa simpática. Mas o oposto não é verdadeiro. Ou seja, quem desenvolve simpatia não resulta naturalmente empática.

Pessoas que desenvolvem a capacidade de ter empatia passam a possuir, portanto, uma competência importante para seu sucesso nas relações pessoais de convivência familiar, de amizade, de trabalho e de negócio.

Devido a sua grande importância para a evolução das relações humanas mais significativas, a empatia precisa ser mais propalada, difundida, valorizada. E seu aperfeiçoamento mais estimulado.

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