Músico – série: A importância das profissões
O músico é mais uma daquelas atividades de trabalho cujas peculiaridades e valor merecem ser destacadas. Faz parte de um pequeno grupo de profissões que tem por objetivo divertir e alegrar as pessoas. O produto do seu trabalho – a música, em suas diversas formas de manifestação – constitui um dos principais itens de satisfação humana, seja pela sensação agradável de ouvir suas melodias, seja como estímulo para cantar e para dançar.
Em outras palavras, os músicos são criadores de momentos de alegria para as pessoas. A música está entre os itens com mais poder de melhorar a nossa qualidade de vida. Não consigo imaginar alguém que não goste de música. Sabemos que os povos mais primitivos já manifestavam formas de fazer música, cantar e dançar. E ela, a música, sempre esteve presente em todas as comemorações humanas.
Ainda sobre efeitos da música nas pessoas, lembro-me de ouvir de um maestro italiano, ainda nos tempos de faculdade, que, comandando um batalhão na guerra e vendo seus soldados ficando desanimados com os revezes que sofriam, começou a cantar e a estimulá-los a fazer o mesmo, o que os ajudou a suportar as dificuldades e sobreviver.
Como forma de suportar melhor sofrimentos nos trânsitos engarrafados e o cansaço das longas viagens, as pessoas recorrem às músicas nos rádios ou aparelhos de som dos seus carros.
Merece destaque uma figura de músico que se sobressai em meio aos demais, nas orquestras, que é o maestro. A quem cabe a difícil tarefa de organizar a performance conjunta dos músicos e harmonizar os efeitos dos diferentes instrumentos de cordas, de sopro e de percussão.
Além de aplicar técnicas específicas na execução das peças, os músicos precisam acrescentar também manifestações de sua alma. O conhecido maestro Walter Lourenção faz muitas apresentações demonstrativas sobre a organização e funcionamento de uma orquestra em vários tipos de eventos. Assisti-o, certa vez, explicando como os músicos colocam emoção em suas atuações – e aí entra a liderança do maestro. Regeu primeiramente a orquestra de uma forma puramente técnica e burocrática, e o efeito foi uma música monótona, pouco impactante. Depois colocou entusiasmo na sua condução e a atuação dos músicos passou a ser diferente, vibrante, empolgante. Impressionando e comovendo a platéia.
Tendo destacado mais os efeitos ou resultados da atuação dos músicos, aqui vão outros pontos que devem ser mencionados em favor da valorização destes profissionais:
- Mesmo sendo já formado e experiente, eles precisam sempre se preparar previamente para atuar. Seja para assegurar ou aprimorar a técnica, seja porque precisam renovar seu repertório, seja porque desejam acrescentar algo diferente na apresentação.
- Os músicos muitas vezes trabalham em horários em que a maioria das pessoas descansa, se diverte ou comemora.
- Como tarefas complementares e indispensáveis, precisam sempre afinar seus instrumentos, transportá-los muitas vezes com dificuldades e ainda mantê-los com muitos cuidados. Algo muito peculiar.
Apesar de não terem regime de atividades controlado, como acontece com quem trabalha em empresas, sua carga de tarefas é grande e seus compromissos são quase sempre rigorosos.
Mas, em compensação, os músicos são privilegiados em relação à maioria dos profissionais em dois aspectos: seu trabalho lhes proporciona grande satisfação, de um lado, e recebem feedback efetivo e imediato, de outro lado. Uma das queixas maiores de muitos profissionais de diversas atividades é não receberem feedback, nem freqüente, nem explícito
E como uma homenagem final aos músicos, aqui vai um pensamento de um dos maiores expoentes do jazz:
“Os músicos não se aposentam, param quando não há mais música em seu interior”
Louis Armstrong




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