Intraempreendedorismo – Identificando e despertando o seu potencial
Em um contexto econômico de freqüentes mudanças no cenário competitivo mundial, com forte influência de inovações tecnológicas e novas características de demandas dos consumidores, as empresas se deparam continuamente com a necessidade de se anteciparem às diversas tendências, ou no mínimo terem prontidão de respostas nas ações de adaptações às novas realidades.
Para dar conta desses desafios, as organizações precisam contar com pessoas em seus quadros, capazes de perceber e perseguir as oportunidades, desenvolvendo novas formas de utilização dos recursos, novos produtos, novos negócios, ou novas estratégias de gestão, fomentando assim o comportamento empreendedor, de forma a manterem-se aptas à competição.
Em 1934, Schumpeter já atribuía ao empreendedorismo o importante papel de levar a economia adiante, ligando-o diretamente à inovação. Para esse autor, o empreendedor não é somente aquele homem de negócio independente, como também todos aqueles que exercem esta função, mesmo que atuando de forma “dependente” de uma organização.
Neste mesmo sentido, em 1985, Pinchot pontuou que o empreendedor pode ser encontrado em organizações já existentes, na figura de um agente interno à organização no exercício de atividades fundamentais, cunhando então o termo Intraempreendedor.
Nos últimos tempos, depara-se com novos termos que são incorporados às práticas de gestão das empresas, que acabam se pautando por modismos e apropriando-se rapidamente de cada nova palavra surgida em relação ao contexto organizacional.
“Intraempreendedor” é uma destas palavras que as organizações facilmente se apropriaram, sem necessariamente ter uma compreensão do conceito, bem como, dos desdobramentos decorrentes, inclusive, em termos de clareza dos papéis dentro da organização.
Há de se considerar também, do ponto de vista do individuo, características típicas do intraempreendedor, como: autonomia, autoconfiança, liderança, habilidade para a inovação, questionamento de regras, o que acaba, por vezes, levando as pessoas ao desconforto frente às organizações mais hierarquizadas, com possibilidades de perdas de talento para a empresa.
A adoção de um posicionamento favorecedor ao comportamento intraempreendedor, expressado em políticas e práticas estimuladoras e de apoio a este perfil de atuação, com reconhecimento da importância de suas contribuições, pode ser importante recurso para alcance dos resultados organizacionais.
Para tanto, como um dos primeiros passos, faz-se necessária a disseminação da cultura intraempreendedora no contexto organizacional, envolvendo o desenvolvimento de suas lideranças para a convivência num ambiente incentivador ao papel exercido pelos intraempreendedores, com acolhimento e abertura para novas idéias, e suporte no encaminhamento e execução de ações decorrentes de suas iniciativas.




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